...correndo com os Lobos


"Ao procurar conselhos, jamais dê ouvidos aos tímidos de coração. Seja gentil com eles, cumule-os de bênçãos, tente incentivá-los, mas nunca siga seus conselhos.

Se você alguma vez foi chamada de desafiadora, incorrigível, saliente, esperta, insubmissa, indisciplinada, rebelde, você está no caminho certo. A Mulher Selvagem está por perto.

Se você nunca foi chamada de nada disso, ainda é tempo. Ponha em prática sua Mulher Selvagem. Ándele !  Insista."

                                            Clarissa Pinkola Estés

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Sempre digo que o  livro Mulheres que correm com os Lobos, da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés, deveria ser estar na cabeceira da cama de toda mulher, independente de religião, cultura, localização geográfica, etc.

Deveria também ser lido em grupo, círculo, em bares. Entoado em praças, profetizado em camas, deleitado em banheiras, cravado nas vísceras.

Esperando que eu escreva mais sobre o livro?

Não, não... melhor é (re)lê-lo, degustá-lo, exatamente como estou a fazer.

Então, que você está esperando?


Dica: não se atenha somente a uma leitura linear. Clarissa é feita para ler instintivamente, intuitivamente; é como consultar um Oráculo, é como falar diretamente com a Alma.





Beijos selvagens



carícias


Hoje acordei assim, precisando ouvir carícias.
Abri  algumas mensagens dos meus leitores...
e o sorriso brotou fácil, amanheci-me a sonhar...


Deito aqui alguns trechos de algumas mensagens de alguns leitores.
É bom sentir quando a gente está no caminho certo:


(...) simplesmente me encantei com o romance como há  tempos não acontecia. Sabe quando vc não quer parar de ler o livro e quando percebe que ele está acabando não quer que isso aconteça? Pois foi assim comigo.
Querida, q bela história...
(...)Do fundo do meu coração...há tempo um livro não me tocava tanto...
(Maria Fernanda Panucci - Terapeuta Ocupacional - SC) 


(...) me peguei varando a madrugada para acompanhar a luta, a força e a alma da linda Lunae.
E, foi ótimo. Agora, faço coro com suas outras fãs para que publique logo o segundo volume.
(Elida Oliveira - DF)
  
(...) para mim, um relembrar, um reviver, um reconectar com essa magia que busco no dia a dia da minha vida...
Gratidão a ti Bianca...
(Carlos Boog - RS)


(...) A história é envolvente, dá vontade de não parar de ler. Já estou esperando pelo próximo.
(Drª. Lucena Dall` Alba -UFSC - SC)



Quero te agradecer enormemente por ter colocado este livro no mundo e por tudo o que tu trazes com tanta força dentro dele!
(Sarah Massignan Gomes – Dançaterapeuta - SC)


Li (devorei!!!) "Brumas da Ilha"... adorei e recomendo!!! a autora nos leva a penetrar em dimensões incríveis com sua descrição sensível e detalhada da vida de Mulheres Lutadoras. A história tem magia especial como as Mulheres protagonistas.
(Dro  Eros Marion Mussoi – Área Desenvolvimento Rural –UFSC)


Li o seu livro e amei! (...) meu contato tem o objetivo de verificar se você escreveu outros livros nesta linha e se tem alguns títulos para indicar. Muito obrigada!
(Katia Jacob - SP)



Eu praticamente devorei as páginas (...).Me senti totalmente transportada para as ilhas das mulheres e retomei algumas atividades de minhas ancestrais. Refleti sobre a minha ancestralidade: minha tataravó índia, a outra portuguesa.
(Ana Iaci Melo, cantora e musicista -DF)



“Seu livro é excelente, leitura gostosa, mistérios, envolvente. Já o recomendei a muitas pessoas. Sucesso, você merece.”
(Maria Lucia F. Dornelles, funcionária pública - RS)


Altamente recomendo! É uma estória bela e sensível. Inspirador!
(Lucia Cordeiro - Choreographer and Body Therapist - RJ)

Foto by F4 studio

 beijos rosados

Sou Escritora do Mundo, sem regionalismo



'Eu não tenho paredes.
Só tenho horizontes.'
          Mario Quintana



Me incomoda “um pouco” essa tendência do escritor iniciante ser taxado pela região em que nasceu.
Explico.
Não sou “escritora catarinense”, sou simplesmente Escritora. E no momento em que eu declaro isso, o universo recebe e ressoa esta afirmação.

Não que eu não tenha orgulho de ser de Santa Catarina, ter nascido no Sul do Brasil é uma dádiva, mas se eu me identificasse em ser uma “escritora catarinense”, com certeza meu livro não teria saído aqui do estado.

Esse é um dos motivos que não sinto interesse em estar envolvida em grupos literários regionais, porque é disso que quero fugir: das fronteiras.

Adoro todos os meus amigos escritores que são ou moram em Sta Catarina, e fico feliz por cada sucesso deles. Respeito todas as Academias, associações, grupos literários regionais, mas não é isso que quero para mim.

Não sou uma escritora que escreve só porque gosta (e tem outro emprego), mas sim porque essa é a minha profissão; e irei lutar para me consolidar nela. 

Quero que meus livros rompam fronteiras, mares, marcações, limitações como tantos outros escritores conseguiram.

Desejo sim escrever sobre Santa Catarina, mas não como uma proposta regional, muito pelo contrário, com a proposta de levar histórias para o mundo, independente do lugar, num rompimento geográfico, num “dar à luz” não as “minhas histórias”, mas a história de todos.

Recentemente, um amigo me disse, “seu livro é muito especial, necessário ao mundo, sua leitura não se atém somente a fatos históricos, mas sim traz abrangência infinita como sendo um canal de histórias inesquecíveis, que vieram para ficar”.  

E é isso.
Quero que meus escritos acordem em vários lugares do mundo, deitem em terras longínquas e para isso preciso sustentar esta declaração:

Sou uma Escritora do Mundo!   

E o universo ouvirá...



 beijos caminhantes do céu 




Mulher sem filhos: Lua e útero plenos



Há mais de 20 anos que ouço as mesmas frases, “ Você não tem filhos? Porquê?”
Não vou mentir que lá pelos meus 30 e poucos anos esse questionamento me doía um pouco. Afinal, eu mesma me perguntava, “Por que não tive filhos?”.

Mas nada melhor do que o passar das estações, o amadurecimento, morar em outras cidades, conhecer novas pessoas, ler o mundo, vivenciar encontros femininos para entender que não é preciso engravidar para ser sentir completa, plena.

Com certeza, o processo de criação de um ser humano é belíssimo. Digo isso com total experiência, pois sou espiritualista e sei dos filhos que gerei em minhas vidas. Ser mãe dar um empoderamento fortíssimo, sem falar na emoção do vínculo visceral com o outro.

Porém, hoje estou aqui para falar das mulheres que não tiveram filhos não porque somos “falhadas” ou “árvores sem frutos” (sim, eu percebia isso nas entrelinhas dos questionamentos das vizinhas, estranhos e principalmente dos familiares), mas sim porque somos mulheres plenas, e se não tivemos filhos certamente é porque escolhemos isso para nossas vidas, porque reservamos para nós outra missão.

Missão > missum, supn. de mittère 'deixar ir, partir, soltar, largar, lançar, atirar

E é isso!

Soltar, largar, lançar.

Soltar-me, largar-me, lançar-me

E aí vêm as outras gestações, outros cuidados, outros cordões umbilicais. E não é mais com um, dois, três seres, pois dependendo da completude você passa a ser Mãe de vários seres, de projetos, de sonhos, no quais você é Geradora.

Estamos em novos tempos, onde eu acredito muito que será responsabilidade de todos criarem e educarem as crianças. Essa é a sociedade saudável que esperamos.
Os Elefantes, Lobos, Baleias já fazem isso. Um bebê nasce e toda a comunidade cuida.

Um coletivo necessário está surgindo, pois estamos todos interconectados.

Então, não ser mãe nesta vida não quer dizer que não se sabe  o que representa este amor; pois acredito que Amor é uma palavra inteira, sem divisões ou graus de elevação.

Conheço Mulheres que não nunca engravidaram e se portam como verdadeiras mães e, dependendo da idade, como avós repletas de filhos e netos. Isso é possível porque essas mulheres amam. Simplesmente amam o ser humano em sua totalidade.

São mulheres de útero cheio, pleno num processo contínuo. Não é preciso engravidar, pois elas são com a Lua Cheia, sempre transbordando de amor, compaixão, sabedoria e poder.

E é nesse ponto que eu pretendo chegar!

Ornamento este texto com a indefectível e linda imagem do quadro "Pachamama gerando" dada Artista Plástica Julia Larotonda. 






Que benção esse Novo Pensar, que benção essa Nova Era!

Beijo de amor pleno