sob a Luz da Nova Lua

A Lua Nova abre o ano-novo a reinar nossos caminhos.

... enquanto meus ossos são recolhidos, o Sol ilumina a Lua.

E já não sinto tanta dor enquanto sinto minha carne sendo reconstruída.

Gosto de saber que meus ossos estão sendo recolhidos por uma velha mulher sábia "que vive num lugar oculto de que todos sabem, mas que poucos viram (...) ela parece esperar que cheguem até ali pessoas que se perderam, que estão vagueando ou à procura de algo."

Para quem lê Clarissa Pinkola Estes (Clarissa é algo que a gente "lê", no presente, nunca no passado), sabe do que estou a falar. Pra quem não devorou a bíblia da Mulher, o livro "Mulheres que Correm com os Lobos", eu mais que indico e recomendo.

Tá, ok. Teve vários momentos que abandonei o livro, fechei as páginas e menti a mim mesma que não estava compreendendo.
Pois eu digo, é nessa exata hora que a gente sabe que está "perdida".


Então a La Loba, a mulher velha sábia, começa a bater os pés da nossa terra para que possamos ouvi-la. E ela canta ferozmente, enquanto começa a recolher nossos ossos que foram perdidos pelo caminho da baixa autoestima, do nosso controle excessivo, da nossa manipulação, do nosso imediatismo, da nossa incansável imagem  "da boa moça", pelo nosso caminho de achar que está no outro a nossa felicidade.

Quando ela consegue recolher todos os ossos, inicia a mais cruel dor da alma: a relutância em descer ao nosso "pântano", a nossa inefável "caverna".

Urgh!! É f....... descer (desculpe o quase palavrão).

Se não é fácil descer, menos é o de subir, sair do pântano. Mas quando vejo que falta muito pouco para que o canto da velha estremeça minha carne e me faça correr desfiladeiro abaixo, respiro fundo e inicio minha orações.

Enquanto isso, vou cuidando da pessoa mais importante de minha vida...

Sete dias iniciais que nos vemos à Luz da Nova Lua

beijos lunares,


ps. Agradeço a todos que visitaram essa página durante os 3 meses que me ausentei; e, principalmente, para aqueles que compraram o "Brumas da Ilha" em versão digital (ebook).
Gratidão e paz.

return again

E o vento nas ondas foram mais fortes nos meus sonhos...

Quando não escutamos o chamado da Alma, o clamor das Ancestrais a ecoar nas vísceras, a intuição que já não mais sussurra mas sim grita..., o corpo perece...

Rever ao que pertencemos, vestir a pele de foca e retornar para casa, respirar o ar líquido, retornar novamente...

Por um período indefinido, estarei imersa, desdobrada, mudando de pele, dentro do casulo, a ouvir o mar...


Estou lendo árvores deitada num chão de estrelas.


Enquanto isso, convido a você a (re)ler meus posts, meu livro.


Sinta-se à vontade



beijo de brumas,

Bianca F.

Invernar-me



“Bruma” é uma palavra originária do latim e é relacionada ao Solstício de Inverno, época do Inverno.

Nesse último final de semana, compartilhei risos, caminhadas, sonhos, lágrimas, percepções, certezas e mesa farta com um grupo de pessoas num maravilhoso e aconchegante espaço nas Montanhas.


Num dado momento, uma delas soube que eu era a autora do livro “Brumas da Ilha”, então ela me perguntou com uma feição curiosa, “existiu o momento em que você se afastou de tudo, que realmente imergiu na escrita?”; parei,  olhei para ela e respondi um “sim” com tranquilidade, porque hoje consigo falar com mais propriedade sobre a história que reproduzi.
Porém, se fosse há uns dois anos não seria tão fácil responder essa pergunta.

No momento em que você descobre (entre pesquisas e estudos) que há uma história verossímil sobre uma lenda folclórica que envolve sua terra, e que tudo que você sentia, respirava, observava tinha fundamento, ... tudo se torna Inverno.

Eu me invernei para escrever “Brumas da Ilha”. Me escureci, me ocultei, rastejei até entrar num casulo e assim poder pontilhar uma das histórias mais lindas que eu já havia descoberto nesse mundo. E era através de mim que as pessoas saberiam desse lado da história que nunca havia sido contado. A história de o porquê de Florianópolis (Floripa) trazer um traço encantado e etéreo que originou o título de Ilha da Magia.  

Três anos depois de publicar o livro, vê-lo ser uma referência tanto para historiadores, acadêmicos, quanto para mulheres que sentem o chamado do Sagrado Feminino na Ilha, não tive dúvidas que esta história precisava ser mais ampla e que as pesquisas só haviam começado.

A história de “Brumas da Ilha” segue com mais dois livros.

Uma trilogia.  
Uma tríplice para contar uma história sagrada.

O original do segundo livro já está pronto. O terceiro está em processo de criação.
Como vou publicá-los?

O Universo já está conspirando para que isso aconteça.

Então peço gentilmente licença às leitoras e aos leitores, vou aproveitar os últimos dias de escuridão do Inverno para semear meus escritos, me nutrir da Terra quieta e me desacelerar do mundo.

Vou permitir invernar-me


beijos de brumas



  





bianca de neve

Não podia deixar de registrar esses dias aqui em Santa Catarina (Brasil).

Melhor do que palavras são as lindas imagens do pessoal amante do frio.

E eu aqui numa cidadezinha ao pé-da-serra catarinense, lareira acessa, 4 graus (são 22h25, ou seja, a madrugada promete) e um enorme gratidão por ter escolhido nascer nessa Terra maravilhosa que expressa todas as estações com paixão.

Minha linda.... Santa Bela Catarina



O Balé das nuvens e da neve nas Montanhas de Santa Catarina 
- Instituto Larus -

















E para aguentar tanta emoção.... lareira de casa acesa (desde às 07h30)



beijos de neve

coração pleno

Hoje eu acordei me sentindo extremamente cansada. Aquele dia em que a gente acorda sem desejar acordar... (risos).

Ok... agradeci a noite de sono, minha casa, meu corpo saudável, como sempre faço todos os dias; mas em especial, hoje, eu queria era ficar “enfornada” no meu canto.

Lua Nova, menstruada...nada mais normal do que se encapsular nesse período.

Só que eu já havia prometido a uma amiga (diretora) fazer uma apresentação na Escola Municipal do bairro onde moro neste exato dia, no período da tarde.



Estou habituada a palestras, apresentações, explanações, círculo de conversas. Mas essa seria a primeira vez que eu faria uma apresentação, sobre o meu livro, a um grupo de jovens entre 12 a 15 anos. A intenção não era de vender nenhum exemplar, muito pelo contrário, era de doar.

Estar em ambiente escolar (leia educacional) sempre foi para mim um “habitat”. Lembro-me da primeira vez que lecionei (o estágio obrigatório de quem faz licenciatura), ... e me senti “em casa”.

Sempre gostei de ir para escola, fosse para estudar, matar aula, brincar, paquerar.
Aquela selva azul (a cor do uniforme) era onde eu me sentia no mundo, porque ali eu tinha acesso aos livros (muito caros naquela época), tinha acesso, ao que eu acreditava (e ainda acredito), a um mundo de múltiplas escolhas e possibilidades, e principalmente, um mundo em que eu atravessava o mar do outro.

Uma chuva fina e fria caía enquanto eu fechava o portão de casa rumo à Escola.

Pensei alto, “Entusiasmo, Bianca, vamos lá!”. Minha consolação e motivação eram pensar nos jovens que me esperavam.

Cheguei um pouco antes do recreio, fui à sala dos professores e fiquei ouvindo a conversa costumeira da classe docente.

A diretora entrou, tomou seu café e sorriu para mim. Cheguei até ela e disse “olha, se não der hoje, marcamos pra outra semana”, ela imediatamente respondeu que tudo estava pronto e que em alguns minutos eu iria começar.

“Ok”, pensei comigo.
 
Quando entrei na sala e vi aqueles olhinhos todos em minha direção, os mesmos olhos que eu via em mim no meu tempo de escola, aquele olhar de quero mais, quero tudo, foi o suficiente para todo o cansaço ir embora.

Não havia feito nenhuma programação, talvez por isso tudo fluiu como a Água que permeia este Município que escolhi para viver.

E eles riam da palestra e de alguma falha minha (somos cruéis nesse período). (risos).

Explanei de forma gentil sobre paganismo, o que os pagãos cultuavam, sobre a Grande Mãe e seus aspectos em outras culturas, sobre o porquê de Maria ser inserida depois de 100 anos de igreja católica, e tantos outros temas pensantes.

E não fiquei nada surpresa quando a maioria havia compreendido tudo que falei.

Sim, porque elas já sabem, sempre souberam... é questão de saber despertar esse conhecimento neles.
Sei que  não é fácil para alguns professores se depararem com uma geração inteira de crianças e jovens índigos e cristais. Crianças que possuem uma frequência vibracional mais elevada.

Enquanto nós adultos estamos lá, em êxtase com cinemas e televisores 3D, eles já começaram a perceber o mundo através da 5a dimensão.
Não que eles estejam a nossa frente, só estão vibrando e vendo de outra forma.

O que devemos fazer?

Bem, os educadores Vygotsky, Lacan, Paulo Freire, Rubens Alves, Lydia Hortélio, Roberto Gambini, Luciana Ostetto entre tantos outros com certeza já sabiam disso, só usaram outros termos para explicar.
Está mais do que na hora de mudarmos nosso modo de ver os jovens. Temos que aprender a amá-los antes de tudo.

Nessa Escola, intitulada de Escola do interior, eu vi tudo isso. Vi amor, vibração, tanto dos professores quanto dos alunos.  

Gosto de trazer uma frase que ouvi numa palestra do Educador Bernard Charlot (UFSC, 2011):

“A sociedade gosta da juventude, mas não gosta dos jovens”.

É hora de mudar isso.

Chegou o momento de mudarmos nossa vibração.

Ah! Nem precisa dizer que saí de lá totalmente revigorada de Energia Pura, Cósmica, Universal.


Beijos com o coração pleno,



PS. Assim que chegarem as fotos da palestra, eu posto aqui e no facebook. 

o som da Lua

Há cinco anos quando eu dizia que não tinha televisor em casa, as pessoas quase davam um treco.
“Como não tem televisão?”, perguntavam aterrorizadas.
“Na hora em que eu chego em casa, é a primeira coisa que faço: ligo a televisão”, contestava uma outra.
“A televisão me faz companhia”, escutei de uma colega.


Hoje as pessoas aceitam com mais facilidade, talvez porque existe a internet. Sim, graças hoje podemos escolher o que ver e não ser entupido de programas e propagandas que nos fazem comprar o que não queremos, novelas que nos fazem ainda viver nos velhos pensamentos que só atraem briga, discórdia, vingança e desamor para nossas vidas.

Nunca fui televisiva. Detestava quando minhas irmãs davam mais atenção para a televisão do que pra mim (sou a caçula de uma família só de mulheres).

Eu esperava o intervalo de algum filme ou novela para ouvir as histórias encantadas que minha mãe contava. E até hoje prefiro suas histórias a massiva imagem que sai daquela tela.

Já falei que nós mulheres usamos mais a nossa audição do que a visão (leia Mulheres Sonoras), e cada vez vejo mais e mais mulheres se libertando da casca grosseira que nos foi imposta por um sistema doentio.
Vejo homens querendo mudar, entrando na dança da vida, da Terra, da Lua, do Sol.

Era 06h15 quando fui acordada com um beijo (sempre),
“a Lua está linda, iluminando todo o quintal”, ele falou.
“mas ela tá Minguante...”, refutei.
“mas Ela está lá, iluminando tudo”, ele repetiu.

E ele sorriu. Sorriu porque sabia que eu não iria aguentar, que mesmo com um frio de 6 graus ele sabia que eu iria levantar e procurá-La no céu.

E lá estava Ela, linda, côncava, serena, gentil, a mergulhar na sua própria escuridão.

E um pouco mais abaixo, perto do rio, nos alongados galhos da amoreira um sossegado porco-espinho (Joca é seu nome) degustava seu delicioso café da manhã, brotinhos das folhas.

Um farfalhar de passarinhos me sorria bom-dia, enquanto minha gatinha acabava de chegar da “noitada” com um rato morto na boca (risos).

E ainda me perguntam por que eu não tenho televisão?

Eu devolvo,  “Pra que ela serve mesmo?”



Beijos lunares



 Obs.: Foto: Kalu Brum

o primeiro Solstício da Nova Era


Aqui no Brasil, hemisfério Sul, dia 21 de junho, inicia o Solstício de Inverno.

É o momento em que a Terra recebe menos luz do sol,  menor dia do ano. E é a partir de agora que a luz do dia começa a crescer. Isso simbolizava, em várias  Culturas Ancestrais, o início da vitória da luz sobre a escuridão.


Não poderia ser diferente.
Uma Nova Era traz um novo tempo. Redundância?

Sempre gostei de ser redundante. Subir pra cima, entrar pra dentro, etc.

O Solstício de 2013, no Hemisfério Sul, não poderia ser diferente do que está sendo, mas creio que ninguém esperava que fosse algo tão forte assim.

Os olhos do mundo se voltam para o Brasil com um prisma diferente. São corpos, almas se acordando, vibrações modificando-se para enviar ao mundo uma resposta de que as mudanças podem ser sim protestada com Paz e Amor.

Amor.
Temos essa palavra em nosso léxico como algo somente humano.

Amor é energia Universal. É somente pelo Amor que algo se cria.

A criação só pode existir onde há o Amor. É ele que faz vibrar nossos corpos, nossas almas .... e todo o Universo que decide Criar. E foi assim com o Caos (a criação do Universo).

A Sabedoria é a que direciona esta criação.

Então, Amor + Sabedoria = a Forma (energia materializada)

As manifestações estão sendo feitas com AMOR E SABEDORIA.

Há gente criticando a Manifestação sem liderança, sem propósito concreto (?), sem luta (graças!), gente que acredita que não vai acontecer mais nada.
Há um longo caminho a percorrer, 12 mil anos; no entanto, um caminhar sempre começa com o primeiro passo. E como uma grande amiga de luz nos disse, “Evolução não é Miojo e não fica pronta em 3 minutos...”
Não importa onde quer que você esteja, indo para a Manifestação, fazendo cartazes, nas ruas, na sua casa, no seu lar, em grupo, com sua famíla, com seus amigos, vizinhos, companheiro(a),  sozinha(o)... Esteja inteira(o) neste caminhar !

Faça parte disso tudo, pois você escolheu estar aqui neste momento, neste milênio.  
Mas faça parte do seu jeito, sem pressões, sem culpa, na sua frequência, no seu AMOR.


Celebremos o Solstício de Inverno

Celebremos as Manifestações de Luz consciente e de Paz.  

Celebremos o nosso rumo à Nova Era.


Obs.: Foto do Solstício de Inverno no Parque das Pedras Sagradas, Barra da Lagoa, Floripa, Brasil
         www.immabrasil.com.br 


mudanças necessárias

Num momento em que o Brasil passa por uma conscientização maior, é impossível postar algo diferente disso (no meu ver).

Gosto de pensar que possamos mudar sem violência, utilizando meios novos para isso. Manifestações pacíficas são necessárias, mas a continuidade deste trabalho deve partir do dia-a-dia de nossas vidas.

As mudanças devem vir de dentro para fora.  Padrões mentais devem ser dissipados, mudados da nossa mente. Há manifestações que precisamos fazer dentro de nós mesmos, sem violência, repito, com o máximo de consciência educacional e de esclarecimentos.

Vi este vídeo agora a pouco. Até então não havia postado nada no meu face ou aqui na minha página sobre isso. Mas essa brasileira, Carla Dauden, falou e mostrou exatamente o que a maioria de nós brasileiros está sentindo: Não queremos Copa do Mundo, queremos sim Saúde, Educação e Assistência de primeiro mundo.

E é isso... sem muito mais a dizer.

Nada contra o futebol, nada contra copas... Mas sim a favor de um país que primeiro olhe para dentro, para seu interior, como tudo deve ser.

Uma semente germina de dentro para fora, não tem como ser diferente.

Assistam ao vídeo e repassem o máximo que conseguirem. Postem nos seus blogues, sites, face, etc.







Abraços a todos do meu bairro, da minha cidade, do meu país, do planeta, do universo... 

o Mar que me veste



Sonho a sonhar com o Mar.

Nasci praticamente nas águas de Floripa (Santa Catarina - Brasil). 
Aos três meses de idade, fui apresentada  a Ele.

Vivi toda minha infância, adolescência e um pedaço da fase adulta a mergulhar, a imitar golfinhos.
Ia de carona, descalça no chão concreto. Os pés ardiam, mas era bom ouvir a terra.
Morei a 150 m da praia do Campeche por 6 anos.

Já morri mais de 20 vezes afogada (fui salva por surfistas, salva-vidas, pescadores, pela minha mãe e irmãs), até aprender a me vestir de Mar...

Conheço o vento, se é maral ou terral. Fui surfista, atravessava o canal de caiaque para a Ilha do campeche. Era quase morena jambo (pra quem me conhece branquinha agora nem consegue acreditar).

No entanto, pra quem sempre ouviu o chamado das Montanhas é difícil resistir; o clamor único e brando.

O mar nos solta.
A Montanha nos abraça.

O Mar é expressão.
A Montanha introspecção.

Hoje, permeada de Montanhas, sonho com o Mar diversas noites, como um “caso de amor” não resolvido.

Nesses dias de outono, fui à praia. Escolhi um dia frio, chuvoso, com as gaivotas nos seus cantos de lamento. Senti a umidade, o sal, as conchas conversando. A imensidão que nos engole. A certeza que somos vivos, e de que tudo é um grande Útero.

E o Mar, num lampejo de saudades, molha-me os pés. Ousado, impaciente. Não queria ser molhada. Minha pele é fina, arde com o sal.
Ele se retrai, orgulhoso. Eu sorrio, e ele autoritário, insiste em me aguaçar.

Eu digo “me esqueceste?”.
Ele responde “nunca...”

Eu pergunto “Nos vemos nos sonhos?”
Ele eclode, “sempre...”

Saio de mansinho, ouço-O chorar... e, com paixão, me visto de Mar.





molhada de Riso

E quando uma pessoa  faz a outra rir é que tudo se esclarece.



Quando alguém me procura para falar das suas dúvidas sobre o seu atual (ou futuro) relacionamento, eu faço duas perguntas:
- Pergunta básica (e crucial): Tem química?
- Pergunta simples (primordial): Essa pessoa te faz rir ?



A primeira pergunta geralmente leva 1 segundo para ser respondida.
A segunda pergunta, geralmente, leva a pessoa a pensar... e dependendo do caso, não há resposta.

Não é de sorrir que estou falando, é de rir, gargalhar alto, brincar. Porque se não tivermos isso, não há química que aguente “o depois”.

Não é preciso explanar as vantagens de uma boa risada, de uma louca gargalhada, e dos cruéis risinhos que só casais muito íntimos revelam. Todos nós sabemos o alívio visceral que o riso espontâneo proporciona.

Além de que é só neste momento, da gargalhada louca, é que você vai saber se a pessoa que você escolheu realmente aceita sua personalidade, se ela aceita você “do jeitinho que você é”.

Quando rimos ou gargalhamos, nos tornamos fortes e, ao mesmo tempo, totalmente vulneráveis. Não há armadura que aguente essa demonstração natural de estar bem com a vida, tanto a sua armadura como a do outro.

Não trago aqui o riso de escárnio, malicioso, esses, no meu prisma, deveriam ser proibidos, principalmente na frente de crianças.

Mas trago aqui o Riso molhado, entregue, líquido, inato a todos nós. 

Daquele riso que surge de um orgasmo, do riso dos micos que nos deixam nuas de vergonha, do riso natural que sai sem ao menos nos darmos conta, do riso que nos cura de doenças “incuráveis”.

Daquele riso temporal, quando nos lembramos dos nossos “ex” (esses risos são os melhores); nada mais gostoso do que gargalhar lembrando-se dos nossos choros infindáveis por aquele “idiota” lindo que nos apaixonamos e juramos morrer de amor.
Não riu ainda disso?
Pois eu afirmo, só assim você vai se perdoar e se curar (numa próxima postagem, ainda vou falar como realmente tirar vantagens de um Don Juan, vulgarmente conhecido como “galinha”).


Então, desloco novamente a pergunta e agora eu a faço ainda com mais profundidade:
Depois de cinco anos de relacionamento, VOCÊS RIEM JUNTOS?

Vou mais fundo.
 Proponho a você a perceber a pessoa que você escolheu para estar ao seu lado (ou aquela que está a caminho para isso).  

Vocês estão rindo juntos?
Riem separados?
Riem um para o outro?
Riem um do outro?

Lembre-se: o riso deve ser íntegro, amoroso, sensual e contagioso. Nunca nenhuma brincadeira deve ser para diminuir ou intimidar a pessoa com quem você está. Risos zombeteiros não valem nessa experiência.

Agora se você não sabe nem da última vez que riu com seu amado(a), é hora de rever seus conceitos.
Talvez seja você a limitadora do Riso na sua relação.


Vamos tentar?


Brindemos ao riso.


Mãe Mulher filha


Do ventre vulpino, macio e gostoso, eu nasci...
 Eu a chamo de Raposa.
   Falar de minha mãe é algo que me faz rir e ser feliz.

O que dizer de uma mãe-selvagem?

Ela rosna, beija, lambe e foge para o cimento urbano.
 Não há ninguém que a segure, ela é livre, inteira, maneira. 
  Têm asas compridas, onduladas, lábios macios, carnudos e uma cauda exuberante.

Trocamos batons: beijo ela, ela me beija, na boca.

Ouve Led ZepPelin, não gosta de Bossa Nova e nem MPB.
Encontrou Renato Russo antes de mim.

Sua gargalhada arranha os céus deste planeta, e faz embora qualquer tristeza.

Mãos pequenas de unhas pontudas; delas me lembro de palmadas doídas (geralmente no bumbum). Palmada de mãe dói, porque pra quem você vai pedir socorro?

Seios volumosos, nutridores (o sutiã sempre em evidência sensualidade).
Quadris largos, terra fértil.
Já foi morena, loira, arruivada. Estacionou no castanho.
Impossível não amá-la, no seu vertiginoso amor pela vida. Que pariu!

Eu sou uma das suas vidas.
  Feliz escolha a minha.
    Vou honrá-la... Ela e a vida.

Pra sempre, sua vida, sua filha, mãe, amiga.  






beijokas maternais
















foto acervo pessoal 

Trovoadas Divinas



Num momento em que falamos em Nova Era, novo caminhar, me vi olhando para trás e vendo que há muito tempo pessoas já traziam esse “novo” com eles.

Há muitas pessoas já conhecidas e muito citadas, por isso hoje quero trazer Beethoven.

Ludwig Van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770, mas temos a sensação de que ele traz um “nascer atemporal” e se pôs a compor obras que fez Arcanjos, Querubins, Anjos e todo ministério celestial se deleitarem e reconhecerem seus sons.

No filme, Minha Amada Imortal, do Bernard Rose, um dos personagens defende quando todos estão criticando o gênio difícil e insolente de Beethoven, “Nós demos tão pouco para ele que nos deu muito”.
No outro, O segredo de Beethoven, da diretora Anieszka Holland, monstra a paixão que moveu o músico em todas as áreas de sua vida. E traz a hilariante (quase despercebida) cena que uma velhinha mora num quarto com apenas uma janela, onde mal entra a luz do sol, só porque este mesmo compartimento tem como vizinho o "mestre do despertares", Beethoven.  

Como alguém pode julgar e querer que alguém que ouve a Voz Divina, e consegue expressá-la na música, tenha gestos “normais” (leia-se domesticado)?

Não há como.

Beethoven era o poder da intuição, o libertador das formas tradicionais, o escutador das Trovoadas Divinas.

“Despertem !!!!”

É o que sua música anuncia.

“Despertem para a Glória Divina... que somos nós mesmos.”

“Seja Luz”.

E ele gritou através da sua música, “Sou Luz !”

Tenho a sensação de que sua surdez surgiu porque, como um ser humano, deve ter sido extremamente enlouquecedor receber toda essa magnitude, essa avalanche de despertares sonoros no corpo, na mente, no coração.   

Na 5a  Sinfonia, é um correr ao despertar, como se a Divindade nos dissesse “Você é divino tanto quanto eu”. Você se sente forte, ágil, invencível ao escutá-la.  

A 9a Sinfonia é de uma exaltação à vida, ao amor, a paz, compaixão e confraternização: palavras que irão se concretizar nesta Nova Era que adentramos.

É na Ode à Alegria, que sinto a misericórdia e compaixão ao ser humano, a trazer a consciência de união com todos, de que fazemos parte de uma grande família, de um Todo e que se faz imensamente necessário nos conectarmos a isso.

“Sua música foi criada para a eternidade, e essa foi sua fortaleza e seu tormento. Seus cadernos de harmonia foram consideradas inadmissíveis por um professor, e rebateu: "Quem proibiu essas harmonias? Eu admito cada uma delas." , diz Gregório Calheres no seu site.

Durante mais de 12.000 anos sofremos, nos arrastamos entre guerras externas e internas,  para nos darmos conta que é nessa leveza de saber que estamos interconectados com tudo que está no Universo que nos levará à paz que tanto buscamos.

Tudo parte de dentro. Tantos já disseram isso, Buda, Sócrates, Jesus, Santa Clara, São Francisco, Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier...

É tempo de despertar, não mais buscar.
Nada está lá fora, ou melhor, tudo que está lá fora está aqui dentro... de nós.

Aqui está o original da 9a Sinfonia - Ode à Alegria, música composta por Beethoven incorporada a parte do poema An die Freude (À Alegria), uma ode escrita pelo poeta Friedrich Schiller (em 1785).   








Beijos de alegria, de despertares    

outono na Alma


...é na quietude/morte do outono, que percebo a benção das estações.
E ele indica o diminuir o ritmo, a desritmar da eloquência, o movimento contínuo e melancólico do esvaziar das folhas velhas.

E eu me recolho, repenso e não peso tanto em minha alma. O vigor do verão precisa ser amenizado, é momento de outonar...

Outonar no fazer amor, no passar o óleo pelo corpo, no acariciar o cachorro, e no sorriso demorado para uma criança, para um idoso (tanta faz, eles são seres iguais em sabedoria e divertimento)...

E a câmara da nossa vida passa lentamente, como no filme  “The Piano”, da diretora Jane Campion, onde a voz já nem precisa existir porque o som do silêncio é o que passa a reverberar no corpo.

( se você não assistiu ao filme 'The Piano", se programe felinamente para isso. Se já o assistiu, eu recomendo a vê-lo novamente... com os olhos outonais

Já quase me derramando nas palavras, pincelo uma imagem que verte meus olhos em mares... sempre verteram...






Aqui, um dos meus filmes favoritos:







Beijos outonais



quando mulheres sonham...



 Quando mulheres resolvem se reunir e “tocar” sonho, ninguém segura.

 Em 1998, Angel Baker, após ter lutado por anos contra o câncer do seu marido (ele morreu com leucemia), decidiu dar continuidade a um ousado projeto com suas onze amigas do Womens’s Institute (Instituto das Mulheres entre 45 e 70 anos):  a confecçao de  um Calendário com o intuito de arrecadar fundos para o Hospital onde seu marido havia passado seus últimos dias.

Detalhe inesperado: as fotos seriam tiradas em posses do dia-a-dia, servindo chá, pintando, cuidando do jardim... porém todas elas estariam totalmente nuas, somente alguns acessórios ornamentando as peles sedosas dessas garotas (ai que delícia!).

Resultado???

Elas venderam mais de 800 mil cópias iniciais e arrecadaram mais de 2 milhoes de libras (R$6,3 milhões) para pesquisas sobre a leucemia.

Quer mais???

Tem!!!!

Toda essa loucura selvagem gerou um filme (que eu já estou desesperada procurando nas locadoras).





E tem mais ainda, em 2010 elas retornaram (as 6 das 12 mulheres) e fizeram novamente um novo calendário.

Sem mais palavras, com vocês essas adoráveis, ousadas e indomáveis Mulheres.


 Angela Baker



























Beijos já tirando a roupa






Refúgio


Ontem fui à Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que também acolhe São Francisco, em Angelina, SC.
Quem me conhece, sabe que não sou católica, mas tenho respeito por todas as religiões. 
O importante é a conexão e o amor para com todos os seres. E neste lugar, um dos meus refúgios favoritos, não há como não se emocionar com a presença fortíssima do Sagrado Feminino.

Fui pela primeira vez sozinha.

E na subida, um Frei estava naquele exato momento dando a benção a um grupo de fiéis.
Relutei em parar, não sou católica (já disse), mas aquele velhinho, de batina marrom, sorridente, tranquilo, amoroso, de face trêmula devido à idade, me contagiou por completo.

Emocionada ouvi suas palavras que evocavam Maria, Nossa Senhora; e quando ele  cantou uma linda canção para ela, com uma devoção divina, não segurei e verti em lágrimas.

Naquele momento, eu vi; não há divisão para amor, não há religião para conforto.   

Eu estava ali, recebendo a benção de um ser, que não me interessava de qual religião, mas sim o que dele emanava. E emanava amor, liberdade, alegria e muita, muita tolerância.

Um presente abençoado, divino.

Gratidão imensa por ter tido a oportunidade de ver que tudo está conectado.

Gratidão ao Frei Nestor (esse é o nome dele) pela benção.

Gratidão por me lembrar de Frei Hugonilo, que benzia aqui em Santo Amaro da Imperatriz (ele faleceu em 2011) e curava com a imposição das mãos (Reiki), da qual tive a benção de conhecer antes que ele partisse para outra dimensão.
Agora há um museu com toda a história dele, e o que é impressionante de se ver é a conexão e devoção que ele nutria por Nossa Senhora. Entrar na Capela em que ele pregava, é entrar num espaço do Sagrado Feminino.

Durante a semana, vou continuar a postar os 21 Insights.

É que precisava letrar tudo isso!

                   E aqui está o Frei que parou meu tempo ontem à tardinha (ele está com 91 anos!)




                                       Posto aqui também fotos do Frei Hugolino





E aqui está a Gruta de Nossa Senhora de Lourdess, nossa Mãe Maior, Mãe Divina, Nossa Senhora, Grande Mãe... ou nome que você se sentir conectada.






Beijo com alma nutrida, acalentada, feliz, conectada