prosa de mim

Não sei se devo começar com “nasci em”, pois sinto que ainda estou nascendo.
Nasço a cada dia nos mares, montanhas e rios deste enorme corpo feminino que é a Terra.

Ainda estou aprendendo muito sobre mim mesma, e, sinceramente, às vezes relaxo e permito-me apenas ser – como uma árvore é.

Acredito ser este o segredo, apenas permitir-se ser

O que sei é que gosto de ver as palavras a cavalgar significantes. Talvez por isso, insisti no curso de Letras. Foi para ver o que realmente eram aqueles sinais gráficos que preenchiam o branco do meu papel.

Gosto de contar histórias, mas ainda mais de ouvi-las.

De definitivo, gosto de escrever, e emaranhar as palavras, de brincar de Barros e tantos outros poetas fingidores.

Busco a fascinação. Não sei me escrever menos, sempre tem que ser mais.
Descalça, sei que escuto a terra.
Nua, sei que sinto a Lua.

O que me move é acordar no meio da noite com um capítulo inteiro na cabeça. É chorar e rir quando escrevo meus romances.

Meu corpo é uma franca expansão de sentimentos e pensamentos. Tenho a leveza comigo. É muito fácil me fazer sorrir. Gosto do que estou nesse mundo.  

Neste existir, lanço-me espaço... infinito.


Bianca F.






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