Maria, a Força do Sagrado Feminino

No informativo, encontrado à mesinha da Igreja/Santuário Nossa Senhora de Fátima (Florianópolis, Sta Catarina, Brasil), um dos artigos me chamou a atenção. O título era:

MARIA, MÃE E MEMBRO DA IGREJA
No Feminino de Maria, a Igreja vai aprendendo a ser mulher, acolhedora do mistério de Deus



Pausa.

O texto em si não ousou a dizer o que realmente queria dizer, mas o título bastou para mostrar que começaremos a ver uma grande mudança no mundo e de como ele será conduzido de agora em diante.
Não falemos de imediatismo, e nem de velocidade, rapidez e alterações que envolvam uma energia densa e cruel. Não haverá mais espaço para isso, não em nossos corações, de onde toda a paz deve sair. 

É a Teologia da Libertação que tanto Leonardo Boff anunciava e anuncia,

“Uma coisa é dizer Deus-Pai. Nessa palavra ressoam ancestrais arquétipos ligados à ordem, ao poder, à justiça, a um plano divino. A moralidade se estrutura ao redor do bem e do mal, do prêmio e do castigo, do céu e do inferno. Outra coisa é dizer Deus-Mãe. Nessa invocação emergem experiências originárias e desejos arcaicos de aconchego, de útero acolhedor, de misericórdia e de amor incondicional.”

Deus-Mãe reconduz todos os seus filhos e filhas, por mais dispersos que estejam, quais ovelhas ao seu redil. Onde a religião do Pai introduz o inferno, a religião da Mãe faz valer o perdão irrestrito que abre caminho para uma absoluta realização do Reino de todos e para todos. Não sem razão, sentimentos de reconciliação são associados à mãe, enquanto sentimentos de dissociação, ao pai. Isso vale também na experiência com a última e transcendente Realidade.”

E essas palavras tomam vida.

Para quem acompanhou quando o novo Papa Francisco esteve no Brasil e visitou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, viu algo inusitado, que surpreendeu até os menos atentos.
Papa Francisco emocionado segurou lágrima enquanto fixava-se na pequena imagem, dava para "ouvir" pela televisão o suspiro de alívio depois de vivenciar tanta dor que o mundo passou sem a regência Feminina em igual. Seu olhar foi de quem sabe que chegou o momento aguardado por muitos e que o Brasil foi o guardião de uma das forças mais intensas do Sagrado Feminino, e que será a nação que terá como responsabilidade acolher e difundir o Propósito Maior: o Amor. 

Com toda a energia da Terra se alterando para o estado original de Mãe, após toda a turbulência e excessiva energia yang que governou esse mundo por milênios, chega o momento de não mais só veremos, mas sim também sentiremos, o Feminino nos orientando  para que possamos seguir as Leis do Universo em sua integridade.

É como se estivéssemos sendo acordado de um sono profundo, nos quais vivíamos em sonhos perturbadores, onde o medo é o principal atributo para vivermos nesse mundo ilusório.
Se sentimos medo, não sentimos Amor.

“Ninguém pode servir a dois senhores.” (Mt 6:24)

Tenho esperança que ainda, mesmo eu já uma anciã, a arrastar os meus pés, acariciando ainda mais a Terra, entre em uma Igreja Católica e seja agraciada com uma missa rezada e ordenada por uma Mulher; não como “diácona” ou beata, mas sim como Madre, designada para tal ato de empoderamento.

E mais profundamente, vejo o sinal da cruz, que está dividido em 4 direções, sendo assim rezado:

Em nome da Mãe, do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém


Que as bênçãos da Grande Mãe, Deus Mãe, Mãe Divina se estenda por toda essa Terra.

Que assim seja



 beijos marianos