Amor Pleno

Poucas situações me fazem sentar em frente de uma tela de televisão. Mas havia muito, muito, mas muito tempo mesmo que um filme não me tocava tanto.

“Amor Pleno”(título em português para o “To the Wonder”), do diretor Terrence Malick,  fez com que minha alma se abrisse a cada imagem indefectível e fascinante desse filme.
A história se  inicia com um  relacionamento entre um homem e uma mulher sob uma luz de uma profunda sensibilidade. Um filme silencioso que nos faz perceber o tempo em cada gota d’água. 

Mas vai muito além disso.

“Por quanto tempo você vai se esconder.  Deixe-me chegar até você. Não me deixe fingir”, declama a protagonista, a belíssima Olga Kurylenko.

O dia-a-dia de um Padre, interpretado pelo apaixonante Javier Bardem (“Amor nos tempo do cólera”), nos remete e nos faz pensar no verdadeiro Amor sublime, pleno (eles foram felizes na escolha do título em português).

“Despertem o Amor, a presença divina que dorme em cada homem, em cada mulher. Vocês dizem: Cristo disse isso, Cristo disse aquilo. Mas o que vocês dizem? O que vocês dizem vem de Deus em vocês?”, o sermão do Padre  numa magnífica orquestra com imagens e fotografia sensíveis quase ao toque, gera um despertar na protagonista no qual ela precisará fazer uma dolorida escolha. E com a plena consciência e discernimento, ela cria uma situação, que para os de fora parece impensado e fugaz, mas que para ela é a única maneira possível e encontrada de ela sair do “pântano” e viver a amplitude de sua alma.

“Nós temos receio de escolher. Jesus insiste na escolha. O que ele condena inteiramente é evitar a escolha. Escolher é comprometer-se. Comprometer-se é correr risco de fracassar, o risco de pecar, de trair. Mas Jesus pode lidar com todos eles. Ele nunca nos nega o perdão. O homem que comete um erro pode se arrepender ”, o Padre derrama em Sabedoria Divina.
“Respondam aquilo que vem de Deus em cada mulher, em cada homem. Conheçam uns aos outros nesse amor que nunca muda”.

E a mescla de atores com pessoas reais, fez o filme ganhar um crédito ainda maior; como o faxineiro da igreja, no qual em minutos marcantes derrama sua conexão divina.

“Posso sentir o calor da luz, irmão”, fala ao Padre enquanto coloca a mão sobre o vitral da igreja. “Sinto mais que a luz natural, sinto a luz espiritual”.
 Perfeito!

Fica aqui a dica para esse outono. Um filme que mais parece como um lago adormecido que nos faz diminuir automaticamente o ritmo do mundo externo. Diálogos que seguem num ritmo entorpecente, daqueles que traduzem nosso pensar, que nos leva a insigths, percepções e a compreender melhor nossos medos e sentimentos.
A cada fala, imagem em sonhos.


Acredito muito que o que precisamos ou o que estamos preparados para vivenciar vem até nós. E a divina inteligência operando em nossas vidas.

Um filme para ver, rever, pensar e anotar... e acreditar.

Um filme que nos conecta com o Amor Divino... de Deus, da Mãe Divina e de nosso Irmão Maior Jesus.

Esse Amor que nos liberta...

Meu filme favorito de 2014

















Beijos em l'amour divin