Trovoadas Divinas



Num momento em que falamos em Nova Era, novo caminhar, me vi olhando para trás e vendo que há muito tempo pessoas já traziam esse “novo” com eles.

Há muitas pessoas já conhecidas e muito citadas, por isso hoje quero trazer Beethoven.

Ludwig Van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770, mas temos a sensação de que ele traz um “nascer atemporal” e se pôs a compor obras que fez Arcanjos, Querubins, Anjos e todo ministério celestial se deleitarem e reconhecerem seus sons.

No filme, Minha Amada Imortal, do Bernard Rose, um dos personagens defende quando todos estão criticando o gênio difícil e insolente de Beethoven, “Nós demos tão pouco para ele que nos deu muito”.
No outro, O segredo de Beethoven, da diretora Anieszka Holland, monstra a paixão que moveu o músico em todas as áreas de sua vida. E traz a hilariante (quase despercebida) cena que uma velhinha mora num quarto com apenas uma janela, onde mal entra a luz do sol, só porque este mesmo compartimento tem como vizinho o "mestre do despertares", Beethoven.  

Como alguém pode julgar e querer que alguém que ouve a Voz Divina, e consegue expressá-la na música, tenha gestos “normais” (leia-se domesticado)?

Não há como.

Beethoven era o poder da intuição, o libertador das formas tradicionais, o escutador das Trovoadas Divinas.

“Despertem !!!!”

É o que sua música anuncia.

“Despertem para a Glória Divina... que somos nós mesmos.”

“Seja Luz”.

E ele gritou através da sua música, “Sou Luz !”

Tenho a sensação de que sua surdez surgiu porque, como um ser humano, deve ter sido extremamente enlouquecedor receber toda essa magnitude, essa avalanche de despertares sonoros no corpo, na mente, no coração.   

Na 5a  Sinfonia, é um correr ao despertar, como se a Divindade nos dissesse “Você é divino tanto quanto eu”. Você se sente forte, ágil, invencível ao escutá-la.  

A 9a Sinfonia é de uma exaltação à vida, ao amor, a paz, compaixão e confraternização: palavras que irão se concretizar nesta Nova Era que adentramos.

É na Ode à Alegria, que sinto a misericórdia e compaixão ao ser humano, a trazer a consciência de união com todos, de que fazemos parte de uma grande família, de um Todo e que se faz imensamente necessário nos conectarmos a isso.

“Sua música foi criada para a eternidade, e essa foi sua fortaleza e seu tormento. Seus cadernos de harmonia foram consideradas inadmissíveis por um professor, e rebateu: "Quem proibiu essas harmonias? Eu admito cada uma delas." , diz Gregório Calheres no seu site.

Durante mais de 12.000 anos sofremos, nos arrastamos entre guerras externas e internas,  para nos darmos conta que é nessa leveza de saber que estamos interconectados com tudo que está no Universo que nos levará à paz que tanto buscamos.

Tudo parte de dentro. Tantos já disseram isso, Buda, Sócrates, Jesus, Santa Clara, São Francisco, Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier...

É tempo de despertar, não mais buscar.
Nada está lá fora, ou melhor, tudo que está lá fora está aqui dentro... de nós.

Aqui está o original da 9a Sinfonia - Ode à Alegria, música composta por Beethoven incorporada a parte do poema An die Freude (À Alegria), uma ode escrita pelo poeta Friedrich Schiller (em 1785).   








Beijos de alegria, de despertares