Sou Escritora do Mundo, sem regionalismo



'Eu não tenho paredes.
Só tenho horizontes.'
          Mario Quintana



Me incomoda “um pouco” essa tendência do escritor iniciante ser taxado pela região em que nasceu.
Explico.
Não sou “escritora catarinense”, sou simplesmente Escritora. E no momento em que eu declaro isso, o universo recebe e ressoa esta afirmação.

Não que eu não tenha orgulho de ser de Santa Catarina, ter nascido no Sul do Brasil é uma dádiva, mas se eu me identificasse em ser uma “escritora catarinense”, com certeza meu livro não teria saído aqui do estado.

Esse é um dos motivos que não sinto interesse em estar envolvida em grupos literários regionais, porque é disso que quero fugir: das fronteiras.

Adoro todos os meus amigos escritores que são ou moram em Sta Catarina, e fico feliz por cada sucesso deles. Respeito todas as Academias, associações, grupos literários regionais, mas não é isso que quero para mim.

Não sou uma escritora que escreve só porque gosta (e tem outro emprego), mas sim porque essa é a minha profissão; e irei lutar para me consolidar nela. 

Quero que meus livros rompam fronteiras, mares, marcações, limitações como tantos outros escritores conseguiram.

Desejo sim escrever sobre Santa Catarina, mas não como uma proposta regional, muito pelo contrário, com a proposta de levar histórias para o mundo, independente do lugar, num rompimento geográfico, num “dar à luz” não as “minhas histórias”, mas a história de todos.

Recentemente, um amigo me disse, “seu livro é muito especial, necessário ao mundo, sua leitura não se atém somente a fatos históricos, mas sim traz abrangência infinita como sendo um canal de histórias inesquecíveis, que vieram para ficar”.  

E é isso.
Quero que meus escritos acordem em vários lugares do mundo, deitem em terras longínquas e para isso preciso sustentar esta declaração:

Sou uma Escritora do Mundo!   

E o universo ouvirá...



 beijos caminhantes do céu